A GUERRA PERDIDA DO CAPITÃO EDILON

O capitão e ex-síndico Edilon Ferreira de Souza ensaia uma nova ofensiva para censurar o Reage Montblanc.

Edilon não se conformou com as sucessivas derrotas na Justiça, que anularam as cinco multas aplicadas por ele, no período de 2021 a 2024, contra o jornal Reage Montblanc e o editor Alceu Nogueira da Gama, condômino no Bloco C.

Na Assembleia Ordinária de 16 de Outubro de 2025, Edilon pediu providências contra o Reage Montblanc ao síndico José Parreira: “o condomínio passou alguns anos tentando administrar esse tipo de coisa, mas não teve jeito”.

POR QUE AS MULTAS FORAM APLICADAS ?

Sob pretexto de “panfletagem nas unidades do Montblanc”, de “perturbação da ordem”, de “uso indevido de banco de dados do condomínio”, o objetivo das multas era censurar o Reage Montblanc para não divulgar os prejuízos e as contas reprovadas do ex-síndico Leonardo Vilela de Melo, atual subsíndico.

Em 2018, sem autorização da Assembleia, sem consulta aos Conselhos Fiscal e Consultivo, o ex síndico Leonardo gastou R$ 197.000,00 (cento e noventa e sete mil reais) em indenizações – pagando multas pesadas de Fundo de Garantia – na demissão de todos os funcionários do Condomínio. Dois dias depois readmitiu os mesmos funcionários por salários menores, sob administração da Bela Vista, empresa de serviços terceirizados, contratada sem licitação.

As contas de Leonardo foram reprovadas na Assembleia Ordinária de Outubro de 2019. Ele impetrou ação para anular a Assembleia, peticionando contra Edilon, que foi um dos réus nesse processo. Leonardo perdeu em todas as instâncias. O processo transitou em julgado em Junho de 2021.

Leonardo é filho do advogado Júlio Pereira Melo, patriarca da Família proprietária de 21 apartamentos no Montblanc, que controla as Eleições, as Assembleias, as Contas e a Administração do Condomínio há 16 anos, desde 2010.

Em 2019, Edilon aderiu ao Reage Montblanc, atuando como adversário feroz de Leonardo na Assembleia de reprovação das contas. Assinou posts críticos, manifestos por mail e o edital de convocação de nova Assembleia para destituí-lo do cargo. Em seguida, apresentou sua candidatura a síndico no grupo Reage Montblanc com uma campanha agressiva, causando mal estar entre os membros. Foi rejeitado, expulso por comportamento antiético.

Edilon então procurou Leonardo, acertou o apoio da Família Pereira de Melo em troca de bloquear a obrigação de Leonardo pagar os prejuízos causados ao Condominio.

Edilon mudou radicalmente o discurso. Ele passou a defender os atos reprovados de Leonardo, disse na Assembleia Ordinária de 23 de Outubro de 2020 que não havia conferido os números e fora mal influenciado por “uma pessoa”.

Tão logo foi eleito síndico, Edilon passou a multar o Movimento Reage Montblanc. Perdeu todas as ações na Justiça.

Edilon também se omitiu em “cumprir e fazer cumprir” a Convenção na Cláusula 20, item 14: “o síndico deve comunicar à Assembleia as citações que receber e os processos em que o Condomínio é parte e seu andamento.”

Nenhuma linha do processo de Leonardo contra a Assembleia foi informada  aos condôminos.

Nunca foram atendidos os pedidos de informações sobre as notas fiscais ou o total do dinheiro do Condomínio gasto por Leonardo em honorários advocatícios. Documento assinado irregularmente por Rosélia Leal, funcionária do Montblanc, autorizou o uso do Saldo Ordinário no pagamento da segunda parcela de R$ 12.000,00 (doze mil reais) ao escritório Chaul Advogados. Ações na Justiça não podem ser pagas com Saldo Ordinário, não são despesas recorrentes e essenciais para a manutenção e operação diária do Condomínio.

Nenhum dos processos que anularam as multas ao Movimento Reage Montblanc foi divulgado em Assembleia. 

Os custos dos processos de aplicação das multas ao Reage Montblanc não foram informados oficialmente.

No primeiro processo, em 2021, foram pagos R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais) à advogada Cintia Isolda Pereira.  Ela é a mesma advogada que atuou em defesa de Edilon no processo de Leonardo contra a Assembleia.

Nos processos de multas nos anos seguintes, com o advogado Pedro Mendes dos Santos, o ex síndico Edilon negou a informação sobre os valores. 

Em resumo, o capitão e ex síndico Edilon gastou à toa o dinheiro do Condomínio.

Aplicou multas sem fundamento legal para impedir divulgação sobre as contas da gestão do ex síndico Leonardo – 2018/2019 e 2019/2020 -, que  estão abertas até hoje, assim como também não foram ressarcidos, até os dias de hoje, os prejuizos financeiros que ele causou ao Condomínio.

O QUE FEZ O EX-SÍNDICO EDILON, HOJE CONSELHEIRO CONSULTIVO?

Na Assembleia Extraordinária de 16 de Outubro de 2025, Edilon solicitou formalmente ao síndico José Parreira de Rezende que censurasse o site Reage Montblanc.

PALAVRAS DO EX-SÍNDICO EDILON, DEGRAVADAS FIELMENTE DO ÁUDIO DA ASSEMBLEIA

“O Conselho Consultivo é de parecer que a gestão analise esse site na internet, que eu não sei se todo mundo sabe, Reage Montblanc. Se o morador botar MontBlanc no Google, vai puxar o Reage MontBlanc.

Lá fala de contas que não foram aprovadas, fala que tem furo nas contas. É uma coisa que denigre o condomínio.

Eu quero que fique registrado que o Conselho Consultivo pede providências da gestão nesse sentido.

Já foi encaminhado para o doutor Pedro Mendes (advogado recém-contratado pela administração do síndico José Parreira) todo o material desse site Reage MontBlanc, que usa o mesmo nome do prédio.

Lá tem caricaturas de pessoas, inclusive de reunião aqui de Assembleia. De repente, a gente vai ser capa de jornal aí.

O condomínio passou alguns anos tentando administrar esse tipo de coisa, mas não teve jeito.”