MÉTODO PARREIRA DE ADMINISTRAR CONDOMÍNIO

Na primeira semana em que assumiu o cargo, 1º de Novembro de 2024, o síndico José Parreira de Rezende determinou energicamente aos funcionários do Montblanc Studios:

“Não quero nada que engesse a Administração!”

A primeira leitura do decreto seria “vamos evitar burocracia, solucionar rapidamente tudo o que houver.”

Na verdade, a tradução correta da ordem do síndico Parreira é:

“Não me tragam problemas! Eu não estou aqui para resolver problema! Essa não é a função do síndico!”

E AGORA JOSÉ?

As últimas atividades do síndico José Parreira limitaram-se em convocar Assembleia Extraordinária para o dia 12 Fevereiro de 2026, antes do Carnaval, com uma extensa pauta.

Mais uma vez, previa-se a utilização irregular do Fundo de Reserva para o pagamento de duas despesas:

1) Adequação das portas laterais do Montblanc como rota de fuga para cumprir a exigência da Inspeção e Notificação do Corpo de Bombeiros, sob pena de multa.

2) Restauração das caixas de gordura e de sabão.

Mais uma vez, também, instituir nova Taxa Extra para concluir a pintura da fachada nos Blocos C e D, obra iniciada em 2021 na gestão do ex síndico Edilon Ferreira de Souza.

Outro item da pauta era a “apresentação para implantação de novo sistema de acesso ao Condomínio”, baseado na proposta da condômina Maria Regina Fiuza Teixeira.

As advogadas do Reage Montblanc,  Solange César e Cirlene Carvalho, notificaram o síndico Parreira sobre “as graves irregularidades e potenciais vícios em itens da pauta”.

A Notificação ExtraJudicial alertava que “é imperativo ressaltar que a Convenção de Condomínio do Edifício Montblanc Studios e a legislação civil vigente, em especial o Código Civil Brasileiro, estabelecem ritos e quóruns específicos para deliberações que envolvam despesas extraordinárias, alterações na estrutura ou fachada e inovações nas áreas comuns, visando a proteção dos interesses da coletividade condominial.”

ASSEMBLEIA FOI ADIADA

Parreira adiou a Assembleia do dia 12 de Fevereiro, antes do Carnaval, convocando outra Assembleia para o dia 25 de Fevereiro, depois do Carnaval.

Na pauta da Assembleia pós-Carnaval, ele incluiu mais uma irregularidade: a deliberação sobre a autorização de fornecimento dos dados pessoais e cadastrais dos condôminos a candidatos ou candidatas a síndica/síndico.

Esse item constitui uma Ação na Justiça do Reage Montblanc contra o síndico Parreira, não há justificativa para levar à deliberação da Assembleia.

Outra exigência do síndico Parreira era o reconhecimento de firma nas procurações, obrigando procuradores a efetuar despesas e a comparecer aos cartórios.

Ao criar obstáculos para reduzir o quórum e controlar a votação da Assembleia, agiu em contrário à decisão do Superior Tribunal de Justiça, que concedeu validade jurídica total às procurações com assinatura digital.

O QUE FEZ O SÍNDICO PARREIRA?

Por “motivo de força maior”, cancelou a Assembleia de 25 de Fevereiro.

Parreira divulgou duas versões para o “motivo de força maior”, a depender de quem lhe perguntava: 1) foi acometido de virose na véspera da Assembleia; 2) a Notificação Extrajudicial das advogadas do Reage Montblanc.

Em Abril de 2026, passados dois meses, nenhum sinal de que haverá convocação de nova Assembleia Extraordinária.

Não existe mais a urgência de arrecadar Taxa Extra; de fazer uso irregular, mais uma vez, do Fundo de Reserva; de restaurar as caixas de gordura e sabão; e de implementar novo sistema de acesso ao Montblanc.

A meta de Parreira, quando se candidatou a síndico, era incluir o Montblanc na carteira de clientes da sua empresa de Administração de Condomínios, que fundou em sociedade com a filha Mariana Parreira.

Ele tentou aprovar o nome de Mariana Parreira para ajudá-lo na atual administração do Montblanc – item 3 da pauta da Assembleia Ordinária de 16 de Outubro de 2025: “Autorização para o Síndico delegar a terceiros, sob sua inteira responsabilidade, parte das funções administrativas do Condomínio”. A Assembleia rejeitou a ideia, a proposta foi retirada da pauta.

Parreira empenhou 8 meses de seu mandato – um terço do período de 24 meses, de 1º de Novembro de 2024 a 31 de Outubro de 2026 – em amortizar o déficit das contas, a herança da gestão do ex síndico Edilon Ferreira de Souza.

Dois Conselheiros Fiscais renunciaram ao cargo.

O primeiro, Carlos Wagner de Teixeira e Silva, eleito sem estar presente à Assembleia, afastou-se logo no ínicio da administração Parreira.

O segundo, Eirivan de Souza, renunciou em Abril de 2025. Na Assembleia Ordinária de 16 de Outubro de 2025, Eirivan de Souza apresentou as razões de sua renúncia com denúncias gravíssimas sobre a conduta e as decisões de Parreira no saneamento das contas deficitárias do ex síndico Edilon.

A seis meses e uma semana do fim de sua gestão, o síndico Parreira cruzou os braços.

Ele está fazendo agora o que decretou aos funcionários do Montblanc no primeiro dia.

“Não quero nada que engesse a Administração!